terça-feira, 27 de agosto de 2013

Para Ampliar Nossas Reflexões

Vídeo Depoimento:

Este vídeo mostra que o aluno em questão melhorou seu aproveitamento em relação a sua condição inferior, mas não comprova qual a Pedagogia e quais os métodos utilizados para a transmissão do conhecimento, Contudo tende a nos levar a mais um ponto a ser refletido: A QUEM INTERESSA ESSA AQUISIÇÃO DE CONHECIMENTO??

Documentário

Este Documentário foi por mim postado para ampliarmos nosso campo de visão e sairmos da nossa zona de conforto em direção a uma reflexão que esteja também voltada para as múltiplas situações existentes em nosso País Continente!

Modelo de Aula Virtual

Este modelo de aula acima, demonstra alguma das formas como a EAD tem sido ministrada e como seus recursos tem sido aplicados. É lógico que este vídeo é apenas um entre dezenas ou podemos dizer centenas de vídeos de EAD, todavia serve como mais teoria para fomentar nossas reflexões.

CAMINHOS DA ESCOLA - TÃO LONGE, TÃO PERTO OS DESAFIOS DA EDUCAÇÃO A DIS...

EAD – EDUCAÇÃO DO FUTURO

               A globalização das sociedades no final do século passado e inicio deste século forçam os estudantes a experimentar cada vez mais novidades tecnológicas que se apresentam com muita rapidez, gerando uma expressiva demanda por uma educação que atenda a necessidade desses indivíduos a ingressar e interagir com o novo mundo. A educação a distancia é apresentada como um importante processo do ensino aprendizagem com vantagens e desvantagens na utilização das ferramentas da Internet.
                Proporcionando um ambiente integrador de recursos para essa nova prática de ensino eficaz, principalmente em países de grande extensão territorial como o Brasil, cujo sistema de ensino necessita atingir milhares de pessoas geograficamente afastadas dos grandes centros urbanos. A Internet se mostra como uma solução de baixo custo e longo alcance para a implementação da Educação a distancia, com várias universidades oferecendo programas de graduação e de pós-graduação em EAD.
               É possível perceber que os recursos da Internet para a prática da educação a distancia promove o desenvolvimento de juízos reflexivos, bem como habilidades de pesquisa, autonomia e até mesmo capacidade de autoavaliação, cabendo ressaltar que há uma certa facilidade no acesso ao material didático. Salientando que a mesma proporciona uma maior interação dos participantes, sem importar onde estão ou se há sincronismos de seus horários, basta que todos tenham acesso a essa nova tecnologia.
               Ressaltando algumas das muitas tecnologias da Internet utilizadas pelos programas de Educação a Distancia, podemos citar, pelo menos, uma vantagem e uma desvantagem sobre as mesmas:

E-mail Baixo custo, a conexão é somente para enviar e receber mensagens, facilitando o envio de trabalhos e documentos; mensagens muito longas e, anexos grandes podem demorar muito.
Chat Possibilita debates em tempo real, a conexão e simultânea; é preciso permanecer conectado a rede durante toda a duração do evento.
Fórum Facilidade em expor os assuntos para todos que estiverem participando; dependência da participação de todos para um resultado satisfatório.
Web Fácil acesso a qualquer hora e lugar, sendo uma ótima fonte de pesquisa; é preciso verificar, nem sempre a fonte é segura.

Paulo Cavalcanti Albuquerque Filho – Matrícula: 20091208280

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

    
Reflexões sobre o professor em Ambientes Virtuais.


 As reflexões sobre a pedagogia da transmissão em ambientes presenciais ou virtuais é fato na atualidade, o professor continua sendo a base fundamental para a mudança de paradigma às praticas de transmissão de conhecimentos e saberes. Desse modo percebe-se que o professor é o grande articulador que fará toda diferença nesse processo ensino-aprendizagem, ele conduzirá os alunos a utilização correta dos recursos tecnológicos digitais.
       Em ambientes virtuais a base de modelo proposto é a interatividade, não em sentido de mercado ou comercial, mas sim comunicacional em detrimento da prática unidirecional. O professor deverá abrir as portas para o diálogo criará métodos de construção de conhecimentos que rompa com modelos tradicionalistas, unidirecionais e mecânicos. Espera-se do professor em ambiente interativo a construção de conteúdos que envolvam a participação, colaboração e a atuação do aluno, assim o conhecimento de modo algum será transferido e sim edificado. Desse modo percebemos que o desenvolvimento de atitudes comunicacionais direcionadas e articuladas com estratégias detalhadas provocará mudanças significativas em modelos previamente preparados e metódicos ainda existentes nos ambientes virtuais. A criação de novas propostas, a prática pedagógica será construída recriando alternativas que ultrapasse a pedagogia da transmissão gerando novas possibilidades de aprendizado. 
       O profissional docente, apesar das tecnológicas e mídias digitais, ainda não está totalmente preparados para a utilização correta que use a favor de sua prática pedagógica, desconhece a potencialidade do aprendizado que as tecnologias podem proporcionar e superar barreiras culturais unidirecionais. o professor nesse viés é um excluído digital e ignora o potencial pedagógico que poderá ser usado nas mídias e redes sociais.
     "Ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção" (Paulo Freire). Conclui-se que a comunicação interativa é a base fundamental para criação de possibilidades de novos aprendizados e construção de produções autônomas, como afirmou Freire.

domingo, 25 de agosto de 2013

Comunicação??? Quem Manipula???

A Comunicação como meio de Controle das Massas


Estranho por vezes não entendermos esta ou aquela atitude de pessoas que parecem estarem entrando em colisão com o Sistema de coisas instituídas para manipular e alienar as pessoas, em especial os que tem pouco conhecimento das coisa. Mas vejo que dentro das classes mais altas tal procedimento funciona com mais eficácia, pois, com raras exceções, no Brasil talvez possamos citar o Poeta Cazuza, Renato Russo e de maneira global homens como Gandhi e tão poucos outros que ascenderam suas ideias para o Povo. 


No Brasil é difícil as elites deixarem alguém escapar do crivo, e assim caminhamos para manter o povo totalmente pronto a obedecer as ordens de comando, mas que aos seus ouvidos soam como carinhos e benesses. Em 1910, tivemos nossa única Revolução, partindo-se do princípio de que a verdadeira revolução emana do povo, e assim só tivemos uma e esta foi facilmente pulverizada pelo então Presidente Marechal Hermes da Fonseca, que usou da mídia da Capital, a época composta por jornais, para exterminar nossos irmãos na Revolta da Chibata, e levaram seu líder a morrer como um mendigo na Praça XV, sem ter seus direitos e honras reconhecidos, e mesmo quando o Presidente LULA, inaugurou sua estátua na Praça XV, os homens que como eu compõem os quadros de Praças da Marinha, foram impedidos em pleno século 21, de comparecermos a inauguração, e apesar de termos denunciado este fato para toda a imprensa nacional, esta prática vil não foi sequer citada nas páginas dos folhetins ou mesmo teve alguma voz nos telejornais nacionais, visto tal notícia não interessar aos "mantenedores" do "sistema".


A manipulação acontece ao todo instante, porém só alguns poucos que assim como eu são taxados de "loucos", podem visualizar estas artimanhas e tentar corromper o "sistema". Bom parece triste e insano, mas a única forma de minar as bases deste modelo existente é na forma de atitudes subversivas, de cunho político, que são por mim sempre engendradas e direcionadas a ensinar a verdade aos que não conseguem enxergá-la mesmo a um palmo de seu nariz.


Sendo assim o que estou tentando dizer é que a Educação é vista pelos ordenadores do "sistema" como uma atividade subversiva, e por isso tudo em relação a sua prática é sempre relegado a um segundo ou terceiro plano, e quando feita já apresenta-se minado pelos corruptos que implantam suas minas dentro de todos os planejamentos. Como exemplo temos a Merenda Escolar, a uns 30 anos ela pouco existia, hoje é de certa forma encontrada com abundância, todavia hoje encontra-se impregnada de sujeira e podridão advinda das formas escusas a que sua aquisição é por "eles" submetida.

Interação X Acomodação


             Refletindo sobre a fala de Piaget, percebemos como temos feito o contrário: aprendendo e ensinando da mesma forma que aprendemos, transmitindo conhecimentos sem esperar discussão, opinião, interação. Interação: essa a palavra primordial quando pensamos em Educação a Distância, e no entanto uma prática rara de se ver nos cursos dessa modalidade. Participei de um curso semi presencial há anos atrás onde o esquema era: ler os módulos, assistir às aulas aos sábados e participar de alguns trabalhos em grupo, além de, claro, fazer as provas. Não era de todo ruim, pelo menos interagíamos uns com os outros, mas o fato é que, o que valia mesmo, era a avaliação escrita, baseada nos módulos. Já no Cederj, algumas disciplinas, como a própria EAD já propõem fóruns de discussão e criações feitas pelos alunos, avaliando-os por essas atividades. Algumas outras apenas disponibilizam os conteúdos a serem estudados para as ADs e APs. Há ainda as que disponibilizam fóruns de discussão, mas sem contar para avaliação. Acredito que estamos caminhando e faço uma observação: não só os professores devem modificar suas aulas, proporcionar a interação, mas os alunos também devem se acostumar com a nova forma de aprendizado, exercitando a co-autoria, a criação, a capacidade crítica e a expressão. Sair da “zona de conforto” de apenas ler textos para responder a uma prova e perceber que tem autonomia para construir o conhecimento junto com os professores é um desafio para nós enquanto alunos e enquanto educadores também. Afinal, o que queremos é formar cidadãos, que não se posicionem passivamente em frente a tela do computador, assim como já o fazem em frente a tela da televisão.

Fonte da imagem: taianeklipel.blogspot.com

Marco Silva - Sala de Aula Interativa (2010)



O Professor online e a Pedagogia da transmissão. 


Marco Silva


Pouco se fala sobre isso nas universidades. Pouquíssimo se fala sobre isso nos cursos universitários de Pedagogia – aqueles que deveriam ser os primeiros a se posicionar a respeito. Há uma portaria do MEC que diz: as instituições de ensino superior do sistema federal poderão introduzir, na organização pedagógica e curricular de seus cursos reconhecidos, a oferta de até 20% das disciplinas que, em seu todo ou em parte, utilizem método não presencial, ou seja, a distância. Esta portaria (nº2.253, de 18/10/2001) completa agora um ano e é preciso convocar os professores – não só os universitários – ao debate sobre suas habilidades com o ambiente de aprendizagem online, uma vez que a educação a distância em papel perdeu seu trono para a internet. 

A educação via internet vem se apresentando como grande desafio para o professor, acostumado ao modelo clássico de ensino da sala de aula presencial. São dois universos distintos no que se refere ao paradigma comunicacional dominante. Enquanto a sala de aula tradicional está vinculada ao modelo unidirecional “um-todos”, que separa emissão ativa e recepção passiva, a sala de aula online está inserida na perspectiva da interatividade, entendida aqui como colaboração “todos-todos” e como “faça você mesmo” operativo. Acostumado ao modelo da transmissão de conhecimentos prontos, o professor se sente pouco à vontade no ambiente online interativo, onde os aprendizes podem ser co-autores da comunicação e da aprendizagem.

Prevalece ainda hoje o modelo tradicional de educação baseado na transmissão para memorização, ou na distribuição de pacotes fechados de informações ditas “conhecimento”. Há cinco mil anos a escola está baseada no falar-ditar do mestre e na repetição do que foi dito por ele. Paulo Freire, maior educador brasileiro, criticou intensamente esse modelo educacional. Ele dizia: a educação autêntica não se faz de A para B ou de A sobre B, mas de A com B. Porém, não é fácil sair desse paradigma da transmissão para a interatividade própria do digital, da internet, a não ser violentando a natureza comunicacional da nova mídia, repetindo o que faz na sala presencial.

No ambiente online o professor terá que modificar sua velha postura, inclusive para não subutilizar a disposição à interatividade própria do digital online. No lugar da memorização e da transmissão centradas no seu falar-ditar, o professor propõe a aprendizagem aos estudantes modelando os domínios do conhecimento como espaços abertos à navegação, manipulação, colaboração e criação. Ele propõe o conhecimento em teias (hipertexto) de ligações e de interações, permitindo que os alunos construam seus próprios mapas e conduzam suas explorações.

De apresentador que separa palco e platéia, emissor e espectador, o professor passa a arquiteto de percursos, mobilizador das inteligências múltiplas e coletivas na experiência da co-criação do conhecimento. E o aluno, por sua vez, deixa a condição de espectador, não está mais submetido ao constrangimento da recepção passiva, reduzido a olhar, ouvir, copiar e prestar contas. Assim, ele cria, modifica, constrói, aumenta e torna-se co-autor da aprendizagem.

Aliás, o aluno aprendeu com o controle remoto da TV, com o joystick do videogame e agora aprende com o mouse. Esse trajeto resulta em migração da recepção passiva, para uma nova recepção que evita acompanhar argumentos lineares que não permitem interferência, agregação, modificação. O professor precisa se dar conta de que isso significa emergência de uma atitude menos passiva diante da mensagem. E que essa atitude vem exigir uma nova sala de aula presencial ou online, onde transmissão e “decoreba” estejam fora de lugar.

Para não violentar esse aluno e também a internet, o professor precisa aprender com o webdesigner e não mais com o apresentador de TV. Enquanto esse velho conhecido é o narrador que atrai o espectador de maneira mais ou menos sedutora para sua récita, o informata constrói uma teia de territórios abertos a navegações e dispostos a interferências, a manipulações. Para não subutilizar a natureza comunicacional da internet, para não subestimar a disposição comunicacional do aluno, o professor precisa perceber que a tela da TV é espaço plano de irradiação que só permite mudar de canal, enquanto a tela do computador é espaço tridimensional, que permite adentramento e manipulação dos conteúdos. Precisa perceber, enfim, que a tela da TV é para assistir e a tela do computador é para interagir, e que assim emerge uma nova ambiência comunicacional, já definida como cibercultura.

É preciso se colocar a par da cibercultura, isto é, da atualidade sócio-técnica informacional e comunicacional, definida pela codificação digital (bits), isto é, pela digitalização que garante o caráter plástico, fluido, hipertextual, interativo e tratável em tempo real do conteúdo, da mensagem. A codificação digital permite manipulação de documentos, criação e estruturação de elementos de informação, simulações, formatações evolutivas nos ambientes ou estações de trabalho do tipo Macintosh, Windows, Linux, concebidas para criar, gerir, organizar, fazer movimentar uma documentação completa com base em textos, grafismos, sons, imagens, vídeos e números.

O professor pode lançar mão dessa disposição do digital para potencializar sua sala de aula online. Ao fazê-lo, ele contempla atitudes cognitivas e modos de pensamento e de valores que se desenvolvem juntamente com o crescimento da cibercultura. Ou seja: contempla o novo espectador, a geração digital.

Por não perceber a nova ambiência comunicacional que emerge com o digital, o professor tenderá a manter em seus cursos via internet o mesmo modelo de ensino em que os conteúdos são distribuídos em sites educacionais estáticos, ainda centrados na transmissão de dados, desprovidos de mecanismos de interatividade, de criação coletiva, de aprendizagem construída. Como diz o pesquisador de EAD online Paulo Blikstein, do MIT, o paradigma permanece o mesmo do ensino tradicional. O professor é o responsável pela produção e pela transmissão do conhecimento. Assim, os cursos pela internet acabam considerando que as pessoas são recipientes de informação, e a educação continua a ser, mesmo na tela do computador online, o que ela sempre foi: repetição burocrática ou transmissão de conteúdos empacotados. Se não muda o paradigma, a internet acaba servindo para reafirmar o que já se faz.

É preciso não subutilizar a internet. Para além do site estático, feito com pacotes de informação e de exercícios a serem assimilados e cumpridos, é preciso investir na construção de arejados ambientes virtuais de aprendizagem, que disponibilizem ferramentas (interfaces) que permitam a participação e a colaboração dos aprendizes na construção da comunicação e do próprio conhecimento.

Os conteúdos são disponibilizados em forma de hiperlinks que permitem ao aprendiz transitar aleatoriamente por fotos, sons, filmes, textos, gráficos etc, e ainda interferir em conteúdos – necessitando para isso da colaboração do web-roteirista ou do instructional designer. Assim, ele vai além da lógica unívoca da mídia de massa, democratizando a relação do usuário com a informação e gerando um ambiente conversacional que não se limita à lógica da distribuição. Isso, associado a interfaces fáceis como fórum, chat, mural, galeria de produções, banco de dados abertos à manipulação e à intervenção livre e plural dos alunos e do professor, pode fazer a diferença.

Diante do computador online, o usuário transita da condição do espectador da TV, para a condição de sujeito operativo, participativo. O professor pode inquietar-se bem com essa transição e aí encontrar inspiração para reinventar sua autoria na sala de aula online, e também na sala de aula presencial e infopobre.



*Marco Silva é autor do livro “Sala de aula interativa” -marcoparangole@uol.com.br - e professor da Uerj.

sábado, 24 de agosto de 2013

A REALIDADE DA SITUAÇÃO



Selecionei este vídeo da minha colega de classe Vanessa para ilustrar um pouco das dificuldades a que somos acometidos e em especial a  autora do vídeo.

Acredito que seja uma boa oportunidade para refletirmos sobre todas as possibilidades que temos e as que deveríamos ter, não só em nosso curso, mas em relação ao aproveitamento de todos os recursos existentes na EAD. 
EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA, QUATRO DÉCADAS FAZENDO PARTE DA MINHA HISTÓRIA DE VIDA

Meu contato com a EAD, vem de longe, mais precisamente nos fins dos anos 70, quando em minha casa a euforia era imensa por conta da chegada do carteiro que vinha entrando pelo quintal com um pacote na mão, e lá estavam o que minha mãe dizia ser mais pão na nossa mesa. Bom eu sabia que ler era ótimo e que os livros traziam grandes histórias, mas não imaginava que poderiam ser consumidos a mesa. Bom hoje sei que ela estava fazendo menção ao estudos que continham aquelas apostilas e que se aprovada poderia arrumar um emprego melhor e assim melhorar nossa condição sub-humana de vida. Tais apostilas faziam parte do Supletivo 1º Grau do Instituto Universal Brasileiro que ela cursou paulatinamente, e logo depois começaram a chegar as apostilas do Curso de Mecânica de Motos que o meu irmão mais velho fez e aprendeu a ganhar um extra. As vezes ficava lendo os manuais e descobrindo novas coisas como por exemplo que existiam dois tipos de motores de moto, os de 2 tempos e os de 4 tempos.Durante anos o sustento maior da minha casa era fruto destes estudos realizados nos moldes da Pedagogia da transmissão. 

Nos fins dos anos 80, quando eu já estava no 2º Grau, trabalhava em uma carga horária extenuante que tinha inicio as 23hs e terminava as 15hs do dia seguinte, e ainda estudava a noite, sendo assim forma as aulas do Telecurso 2º Grau, que eram ministradas durante o início das manhãs quem me deram subsídios para minha aprovação e término do Curso de Formação Geral, visto eu dormir na carteira durante as aulas presenciais do 3º Turno.

Nos anos 90, este contato tornou-se muito ativo, visto os Cursos da Marinha do Brasil, na época serem realizados por vídeo aulas, e foram muitos os aprendizados aos quais fui apresentado como os muitos Cursos de Informática (Basic, Cobol, MS/DOS, Lotus 123, SAMBA, Word, Excell, Paint, Power Point) e outros, além de cursos de carreira que eram divididos entre atividades teóricas, video-aulas e práticas, sempre baseados na transmissão do conhecimento e sem contato com as fontes.

Agora já em um novo século, ano 2003, voltei as vídeo-aulas para o Curso de Aperfeiçoamento em Maitre, estes vídeo eram produzidos em parceria do SENAC e a Marinha e tinham como ator principal que representava o Aluno nos vídeos o, hoje renomado, ator Pedro Cardoso. As aulas eram ministradas em completo silêncio, e após o término das mesmas eramos imediatamente levados a uma outra sala na qual fora montado toda a cena do vídeo e ali, após sermos divididos em grupos, representávamos com exatidão todos os passos do vídeo original e perdíamos pontos nas avaliações caso houvesse por parte de alguém erra-se a cena ou improvisa-se. Tal situação deixou-me muito desanimado em relação a EAD, chegando a pensar em não mais ser ridicularizado em virtude da maneira a qual estava sendo treinado, claro porque sabia que dentro do meu íntimo que aquilo não poderia ser o modo correto para ensinar uma pessoa.

No ano de 2010, após um período longe de qualquer contato com os estudos, resolvi prestar o vestibular CEDERJ para PEDAGOGIA, por indicação de um amigo próximo, e mesmo sem ter estudado “nada”, passei dentro das 12 vagas que restavam para a livre concorrência, e iniciei minha caminhada que já perdura 3 anos. O começo foi algo muito gratificante, pois, fazia parte do Pólo de Angra dos Reis, que conta com uma ótima estrutura e apoio para os alunos da EAD, com laboratórios, tutores e técnicos que estão sempre presente e dispostos a ajudarem em nossas dúvidas e na realização de nossas atividades. Mas a alegria durou pouco, já que fui transferido para a cidade do Rio de Janeiro e consequentemente para o Pólo Maracanã, que definitivamente não possuí as mínimas condições de atender aos anseios dos alunos. Todavia o que faltou em infraestrutura sobrou em dedicação dos funcionários da Diretoria, Coordenação e Secretaria, que demonstraram não só a mim mas a todos os alunos sua vontade em ajudar e apoiar a cada necessidade por nós apresentada. Aprendi a me virar, a contar com os amigos, com os colegas de classe, desenvolvemos afinidades e soubemos nos completar e formamos um grupo coeso, que possuem sistemas de apoio mútuo, e hoje somos mais que amigos somos, posso assim dizer, uma família, a família Maracanã, capitaneada pela Diretora Rosa Carvalho, e conduzida pelos tutores presenciais, funcionários da secretaria e nós alunos.

Este semestre tem sido o de maior contato com a plataforma, mas gostaria de compreender o porque de somente no 7º Período, é que estamos enviando as AD's, bem quase todas, via Plataforma? Bom se estas são Avaliações a Distância, deveriam ser todas via internet? Porque tantas e tantas folhas impressas e levadas aos Pólos que com estas burocracias terminam tendo filas para entrega de AD's, além da perda de tempo que poderia ser evitada e tempo este que poderia ser gasto em outras tantas atividades desenvolvidas nos pólos. Resmas de papel desperdiçadas, no que poderia ser facilitado com apenas um simples click, e pronto! Sua Avaliação acaba de ser entregue.

A Disciplina de Educação a Distância, esta disponibilizando uma oportunidade ímpar de contato por meio das interfaces tanto com os tutores a distância, quanto com a coordenação e também com os demais colegas de outros pólos, que somente agora esta ocorrendo e a meu ver poderia ter sido mais eficaz e amplificada durante todo o decorrer do meu Curso de Licenciatura em Pedagogia, visto que já não cabe mais a simples transmissão de conhecimentos e sim para que exista uma aprendizagem de qualidade ela deve apresentar significado para seus integrantes, bem como uma troca entre aquele que tem a missão de oportunizar, por meio da mediação e o outro que tem como meta a aquisição do conhecimento.