
Refletindo sobre a fala de Piaget, percebemos como temos
feito o contrário: aprendendo e ensinando da mesma forma que aprendemos,
transmitindo conhecimentos sem esperar discussão, opinião, interação.
Interação: essa a palavra primordial quando pensamos em Educação a Distância, e
no entanto uma prática rara de se ver nos cursos dessa modalidade. Participei
de um curso semi presencial há anos atrás onde o esquema era: ler os módulos,
assistir às aulas aos sábados e participar de alguns trabalhos em grupo, além
de, claro, fazer as provas. Não era de todo ruim, pelo menos interagíamos uns
com os outros, mas o fato é que, o que valia mesmo, era a avaliação escrita,
baseada nos módulos. Já no Cederj, algumas disciplinas, como a própria EAD já propõem
fóruns de discussão e criações feitas pelos alunos, avaliando-os por essas
atividades. Algumas outras apenas disponibilizam os conteúdos a serem estudados
para as ADs e APs. Há ainda as que disponibilizam fóruns de discussão, mas sem
contar para avaliação. Acredito que estamos caminhando e faço uma observação:
não só os professores devem modificar suas aulas, proporcionar a interação, mas
os alunos também devem se acostumar com a nova forma de aprendizado,
exercitando a co-autoria, a criação, a capacidade crítica e a expressão. Sair
da “zona de conforto” de apenas ler textos para responder a uma prova e
perceber que tem autonomia para construir o conhecimento junto com os
professores é um desafio para nós enquanto alunos e enquanto educadores também.
Afinal, o que queremos é formar cidadãos, que não se posicionem passivamente em
frente a tela do computador, assim como já o fazem em frente a tela da
televisão.
Fonte da imagem: taianeklipel.blogspot.com
Gostei da sua colocação, pois, cabe a todos e não somente a uma das partes a agirem e mudarem o quadro atual!
ResponderExcluir